Pular para o conteúdo
Conteúdo

A nova geração no mercado de trabalho

Entre os jovens de 18 a 24 anos, a desocupação é mais que o dobro da média. Com mais de 32 anos de sala de aula, o autor defende que o diferencial de quem entra no mercado é a atitude, não só a formação técnica.

Marino Alves de Faria Filho18 out 2023 · 4 min de leitura

Jovem com mochila e crachá chega no primeiro dia de trabalho num escritório e é recebida pelos colegas

O mundo dos negócios busca por profissionais que tenham, dentre outras habilidades comportamentais: resiliência, proatividade e empatia para os seus clientes tanto internos quanto externos à organização. Os cenários produtivos e o de gestão estão cada vez mais complexos e dinâmicos ainda mais com o desenvolvimento de novas tecnologias nas relações comerciais, produtivas e sociais.

Segundo estudo realizado pelo Itaú Educação e Trabalho, Fundação Roberto Marinho, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Vivo, GOYN SP, Instituto Cíclica e Instituto Veredas, jovens entre 14 e 29 anos 39% destes buscam apenas o trabalho como forma de subsistência e não estão nos bancos de sala de aula, outros 15% apenas estuda e 14% estudam e trabalham. Em pesquisa realizada pelo IBGE a taxa de desocupação entre os jovens de 18 a 24 anos é de 18% (mais que o dobro da média geral, de 8,1%), 27% desse grupo é considerado “sem-sem”, sem oportunidade de estudar e trabalhar. Por último, 5% dos jovens estudam e estão desempregados. Estas informações fazem parte do estudo intitulado “Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes Brasileiras”, que apresenta as tendências e o retrato das juventudes no país em busca de estratégias para a inclusão produtiva e social desse público.

O Governo Federal enfatiza a importância da educação profissional como modalidade relevante e estratégica para o Brasil, pois impulsiona a produtividade e a competividade nacional, o chamado educação profissional e tecnológica (EPT). (Novos Caminhos - O potencial (mec.gov.br))

Mas fica a minha reflexão: como escolher este jovem para ocupar as vagas disponíveis?

Na minha experiência docente (mais de 32 anos) vejo que há um desafio maior ainda para este jovem se inserir e manter-se competitivo no mercado de trabalho que vai além da capacidade técnica (conhecer sobre a área de atuação), do desejo de realizar uma carreira ou mesmo de programas governamentais e/ou empresariais visando estimular o ingresso no mundo do trabalho: trata-se da palavra-chave, ATITUDE.

Observo que o jovem tem o desejo, tem o apoio de organizações, tem a possibilidade de ampliar sua capacidade técnica, mas lhe falta a essência para o sucesso: a atitude! Muitas vezes atitudes dizem mais do que qualquer discurso que se queira proferir. Na Fundação FAT temos a nossa Escola Técnica FAT que dispõe de bolsas de estudos para os cursos ofertados nas áreas de Administração, Recursos Humanos e Serviços Jurídicos. Esta modalidade de oferta está na sua 3ª edição de formação de jovens e adultos para atuar nas respectivas áreas.

Nos deparamos com alunos que por meio da atitude faz a diferença na busca de oportunidades recebidas. Ele vai atrás, pois sabe que o não ele já tem! E havendo pessoas que estejam perto dele orientando-o este aluno consegue obter sucesso em processos seletivos, pois teve a atitude de ir atrás de seus sonhos. Este tipo de comportamento tende a fazer a grande diferença no mercado de trabalho.

Não se pode compartilhar e dar muita atenção à geração dos “mimimis” como padrão para a realização de sonhos e conquistas profissionais. Faz-se necessário sair da zona de conforto, se motivar e ir atrás daquilo que almeja. Uma atitude positiva é caracterizada pela percepção das diferentes situações que se encara na vida (independentemente de ser fácil ou difícil). A atitude está associada à: satisfação (gostar do que faz) e ao comprometimento (aprimorar-se na área onde exerce ou quer exercer uma profissão).

A atitude tem muito a ver com a maneira como nós agimos e reagimos frente ao que a vida nos proporciona. A atitude nos leva a colher aquilo que, por meio dos nossos atos, realizamos!

Em Eclesiastes 11,4 encontramos “quem fica observando o vento não plantará, e quem fica olhando para as nuvens não colherá”, ou seja, ficar parado observando ou querendo, mas não plantar (ação) não vai obter os frutos desta colheita.

A atitude é um dos grandes diferenciais para que o novo profissional ou para quem já está na área faça acontecer na vida. Tenho experiências de alunos que pedem a oportunidade de lançar-se no mundo do trabalho e que ao responder que para tal vai precisar de X, Y e Z de competências ele já desiste alegando muitas coisas e/ou afazeres que o impediram de ir, triste né?

Que este pequeno relato aqui possa lhe fazer refletir: se eu não tiver atitude para aquilo que almejo serei mais um que fará parte da geração dos “mimimis”. Sucesso na sua caminhada com muita atitude!

Compartilhar

Continue lendo.

Ver todos
Falar no WhatsApp